Eletrobras: vetores e mais vetores.

Siiim, sim, promessa é dívida. Aqui está o segundo post do dia, para compensar outubro, mês em que o blog ficou meio que abandonado, ainda que por bons motivos que explico no próximo post. Mas voltando ao que interessa, queria escrever sobre um trabalho que realmente deu um trabalhão para ficar pronto, mas que também deu um resultado positivo proporcionalmente igual: três animações para o cliente Eletrobrás, o primeiro que tive o prazer de fazer em parceira com Estudio Mol. Só para dar uma idéia do desafio, seguem alguns dados, no melhor estilo estatística: 3 infográficos animados, cada um deles com duração aproximada de 2 minutos, mais de 100 ilustrações em vetor, produzidas num prazo de 2 meses e meio, e pelo menos 8 profissionais envolvidos diretamente no processo. Uma das partes bacanas de trabalhar com ilustração como freelance é que sempre se aprende algo novo, e nesse caso foi como funcionam as usinas hidrelétricas, e a importância delas para o Brasil e para nós. Não que eu vá usar isso algum dia, mas conhecimento nunca é demais, não é mesmo? Até por isso mesmo eu tenho a preocupação de dividir ao máximo as minhas experiências ilustrando aqui com você. Até detalhes como a história curiosa que bem num dia que eu estava correndo para entregar as artes, rolou um mega blecaute, um dos últimos grandes. Um pouco irônico, não parece? Enfim, aqui você vê um dos estágios iniciais do processo, que nem foi para o Estudio, serviu mais de guia para mim, os rafes:

O traço é bem soltão mesmo, pois serve para poder visualizar o conjunto da animacão, toda sequência dos desenhos e também ver se não faltou ilustrar nenhuma informação do roteiro. A partir disso, eu fiz uma espécie de story-board em preto-e-branco mesmo, bem simples só com um textura bem leve para dar uma enriquecida, e que serviu para o Estudio Mol aprovar o animatic com o cliente. Aqui abaixo tem algumas imagens dessa etapa:

Depois disso, vem a etapa mais braçal: desenhar cada ilustra no papel, depois scanear e vetorizar. Repare que a direção de arte pediu um tipo específico de perspectiva, chamado de isométrica. Falando beeeem por cima, isso quer dizer que sempre os ângulos devem estar a 30 graus em relação a uma linha horizontal. Para me orientar, a primeira coisa que fiz foi criar uma malha isométrica que serviu de guia para as ilustras ainda no papel. Mas também usei a malha na etapa de vetorizar como um layer por baixo da ilustração final. Um bom exemplo do uso dessa perspectiva você encontra nos trabalhos de pixel art do coletivo alemão eBoy. Mas lembre-se: o tipo de perspectiva é a mesma, a técnica não. Aqui estão algumas imagens que ilustram isso:

Depois de roteirizar, ilustrar, sonorizar e pós-produzir, chegamos ao resultado final que você pode conferir no seguinte link:

http://www.flickr.com/photos/estudiomol/4136157314/in/photostream/

E, claro, não posso deixar de registrar o excelente trabalho de todos que participaram:

Produção Executiva: Luise Takashina
Direção: Galileo Giglio, Josi Campos e Rodrigo Scotti
Roteiro: Rafael Blecher
Consultoria Editorial: Yuri Vasconcelos
Animação: Estúdio MOL
Locução, trilha e efeitos: Leandro Sosi
Editora Abril

Espero que tenham gostado! Abrazzzzzz!!!!

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2 pensamentos sobre “Eletrobras: vetores e mais vetores.

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